Casa, lar, lembranças... vida
Nossa! Quanto tempo sem aparecer. Mas que confesso que sou assim mesmo.. as coisas me empolgam bastante no início.. depois, vai definhado, definhando.... é uma luta para me manter de pé e interessada o tempo inteiro. Risos.. Talvez isso nem seja exclusividade minha... mas preciso ter mais "responsabilidade".
Estou contando os dias para chegar as férias de janeiro. "estou indo de volta prá casa...". Vou prá BH com as duas crias passar alguns dias. Saudades da família, né? É tão bom chegar na casa que foi a minha casa por 20 anos... Ali, sou apenas filha da minha mãe e do meu pai..sem problemas, sem responsabilidades... apenas desfrutando dos bons momentos, das doces lembranças, das risadas e do cheiro do ambiente familiar. Impressionante como aquele lugar me traz segurança.. uma segurança que não encontro em nenhum outro espaço. Lá, me sinto forte, protegida.. me escutam e sou entendida. São pessoas que têm os mesmos valores que eu...ainda que que os atritos existam.. mas são nada diante de tudo que eles representam.
Esses dias sem escrever, aqui, muitas coisas aconteceram. A mais triste foi a partida da vovó ( vó do Fernando, na verdade). Morreu aos 97 anos.. de uma forma que eu não esperava: câncer de ovário fulminante. Do diagnóstico ao falecimento: 30 dias aproximadamente. Digo que foi de uma forma inesperada porque, na minha concepção, velhinhos que chegam a esta idade, morrem de velhice e não de câncer. Pobrezinha.. era muito querida e agradável. Mas foi melhor que partiu logo. Hospital não era o seu lugar predileto.
Diante da morte, percebi que tudo fica muito pequeno. Costumam dizer que quando morrem, todos viram " santos, não têm defeitos. Mas acho que é bem isso mesmo. Os defeitos, as manchas, as mágoas simplesmente soam insignificantes quando a morte é o assunto principal. Esses pecadilhos diante da iminência de não se ter mais o fôlego de vida são extremamente ínfimos.
Quero que a minha vida siga seu curso natural e que Deus tenha piedade da minha alma e me deixe morrer antes dos meus filhos. Não suportaria ter que enterrar a minha descendência. Sei que mais certo que a vida é a própria morte... mas esta última ainda me angustia. Se começo a pensar muito, entro numa deprê porque começo a questionar o porquê da vida. Se luta tanto, se briga tanto para acabar morto e enterrado. É muito cruel.
Mas por outro lado, a vida nos mostra a todo momento que temos que aproveitar os dias...porque tudo é muito passageiro e ela é feita dos detalhes, lembranças. Estou muito introspectiva nesses dias, pensando no que eu preciso fazer para que a minha vida, quando eu chegar lá no fim dela, tenha valido a pena ser vivida. Naõ me importo de ser mais uma na multidão... mas gostaria muito que meus filhos tenham coisas boas para falar de mim e que desejem que eu viva muito. Não quero ser santa.. quero apenas ser querida e desejada. Quero que eles lembrem do tempo de criança deles.. do cheiro da casa, das risadas, das alegrias de quando estávamos juntos. Tal qual eu sinto e desejo hoje. Aí, vou ter certeza de que tudo valeu a pena..
Estou contando os dias para chegar as férias de janeiro. "estou indo de volta prá casa...". Vou prá BH com as duas crias passar alguns dias. Saudades da família, né? É tão bom chegar na casa que foi a minha casa por 20 anos... Ali, sou apenas filha da minha mãe e do meu pai..sem problemas, sem responsabilidades... apenas desfrutando dos bons momentos, das doces lembranças, das risadas e do cheiro do ambiente familiar. Impressionante como aquele lugar me traz segurança.. uma segurança que não encontro em nenhum outro espaço. Lá, me sinto forte, protegida.. me escutam e sou entendida. São pessoas que têm os mesmos valores que eu...ainda que que os atritos existam.. mas são nada diante de tudo que eles representam.
Esses dias sem escrever, aqui, muitas coisas aconteceram. A mais triste foi a partida da vovó ( vó do Fernando, na verdade). Morreu aos 97 anos.. de uma forma que eu não esperava: câncer de ovário fulminante. Do diagnóstico ao falecimento: 30 dias aproximadamente. Digo que foi de uma forma inesperada porque, na minha concepção, velhinhos que chegam a esta idade, morrem de velhice e não de câncer. Pobrezinha.. era muito querida e agradável. Mas foi melhor que partiu logo. Hospital não era o seu lugar predileto.
Diante da morte, percebi que tudo fica muito pequeno. Costumam dizer que quando morrem, todos viram " santos, não têm defeitos. Mas acho que é bem isso mesmo. Os defeitos, as manchas, as mágoas simplesmente soam insignificantes quando a morte é o assunto principal. Esses pecadilhos diante da iminência de não se ter mais o fôlego de vida são extremamente ínfimos.
Quero que a minha vida siga seu curso natural e que Deus tenha piedade da minha alma e me deixe morrer antes dos meus filhos. Não suportaria ter que enterrar a minha descendência. Sei que mais certo que a vida é a própria morte... mas esta última ainda me angustia. Se começo a pensar muito, entro numa deprê porque começo a questionar o porquê da vida. Se luta tanto, se briga tanto para acabar morto e enterrado. É muito cruel.
Mas por outro lado, a vida nos mostra a todo momento que temos que aproveitar os dias...porque tudo é muito passageiro e ela é feita dos detalhes, lembranças. Estou muito introspectiva nesses dias, pensando no que eu preciso fazer para que a minha vida, quando eu chegar lá no fim dela, tenha valido a pena ser vivida. Naõ me importo de ser mais uma na multidão... mas gostaria muito que meus filhos tenham coisas boas para falar de mim e que desejem que eu viva muito. Não quero ser santa.. quero apenas ser querida e desejada. Quero que eles lembrem do tempo de criança deles.. do cheiro da casa, das risadas, das alegrias de quando estávamos juntos. Tal qual eu sinto e desejo hoje. Aí, vou ter certeza de que tudo valeu a pena..


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