Saturday, December 05, 2009

A volta

Depois de 4 anos inativo, resolvi resgatar este blog. Foi muito prazeroso reler algumas das bobagens que escrevi e me emocionar comigo mesma. Mas o que mais me tocou profundamente foi o que escrevi no meu momento de profunda melancolia, quando o céu realmente estava nublado e não conseguia enxergar nada à minha frente. E que, apesar das escolhas que eu havia feito, ainda teria a minha faculdade concluída e meus filhos, que no momento do post eram 2 e agora, 3, estariam ali para me aplaudir. E não é que este dia chegou? FANTÁSTICO! Depois de 4 anos, volto aqui para dizer: agora sou bacharel em ciências jurídicas e sociais pela Pontifícia Universidade católica do Rio Grande do Sul, PUCRS. Inacreditável. Fantástico. Eu consegui!

Só eu sei o que passei. Só eu sei o que eu lutei. Agora, compartilho o gosto da vitória com todos. E que todos saibam: DEUS me deu. E não parará por aqui, Fiquem atentos aos próximos capítulos.

" Bem sei que tudo podes, meu Amado. Nenhum dos seus planos é frustrado. Os Teus caminhos posso não entender, mas sei que tudo é visando meu crescer. Se lutas e tribulações, eu tenho que passar, te peço forças para continuar, continuar a crer e a confiar no grande amor que tens, meu pai, por mim".

Thursday, December 29, 2005

Eu só quero é ser feliz

Tá acabando o ano. É a época que todo mundo mais filosofa, mais promete, mais questiona e pior, mais mente. Mente que no próximo ano vai ser tudo diferente... que aquela dieta começada nas segundas e postergadas para a próxima semana finalmente atingirão seu intento. Mente que os armários serão mais organizados, os compromissos cumpridos a contento, as promessas sempre prometidas serão pagas a qualquer custo. Santa ilusão.

Para conseguir fazer tudo que se vem prometendo há tempos, é preciso mais que boa vontade, listinhas com letras escritas em vermelho, euforia pós ano novo. É necessário sair do estado de inércia e mudar nada mais nada menos que a sua própria essência. Quer coisa mais difícil que isso? É por isso que afirmo que no final do ano é a época dos maiores engodos. Mas não é doloso não. Realmente se tem vontade de mudar. Mas... como? Só nascendo de novo.

Não adianta querer que seu guarda-roupa seja tão organizado a ponto de você conseguir achar suas roupas de olhos fechados, se a sua própria mente é confusa e suas idéias desorganizadas. Não adianta prometer que será 5 quilos mais magro se a sua cabeça sempre te diz que você precisa comer para ficar contente e comanda seus pés para a sessão do supermecado onde barras de chocolate te olham com cara de cachorrinho que caiu da mudança. Não adianta prometer não mentir mais se a ti mesmo não consegue te encarar com a verdade. É profundo isso...

Temos boa inteção ao prometermos coisas que farão de nós pessoas melhores. Mas é preciso agir .. agir de forma contínua e impositiva. Por isso que é tão difícil. Queria ser menos complicada, menos angustiada, mais livre de espírito. Ficar preso a preconceitos, dogmas, valores equivocados é que impedem a gente de conseguir mudar.

A única coisa que eu tô podendo prometer para 2006 é que eu vou me esforçar para ser livre. Assim, talvez, eu consiga deixar o guarda-roupa arrumado, perder uns quilinhos, ser mais feliz.É o que todo mundo quer. Feliz Ano novo!!!!!

Saturday, December 10, 2005

Casa, lar, lembranças... vida

Nossa! Quanto tempo sem aparecer. Mas que confesso que sou assim mesmo.. as coisas me empolgam bastante no início.. depois, vai definhado, definhando.... é uma luta para me manter de pé e interessada o tempo inteiro. Risos.. Talvez isso nem seja exclusividade minha... mas preciso ter mais "responsabilidade".

Estou contando os dias para chegar as férias de janeiro. "estou indo de volta prá casa...". Vou prá BH com as duas crias passar alguns dias. Saudades da família, né? É tão bom chegar na casa que foi a minha casa por 20 anos... Ali, sou apenas filha da minha mãe e do meu pai..sem problemas, sem responsabilidades... apenas desfrutando dos bons momentos, das doces lembranças, das risadas e do cheiro do ambiente familiar. Impressionante como aquele lugar me traz segurança.. uma segurança que não encontro em nenhum outro espaço. Lá, me sinto forte, protegida.. me escutam e sou entendida. São pessoas que têm os mesmos valores que eu...ainda que que os atritos existam.. mas são nada diante de tudo que eles representam.

Esses dias sem escrever, aqui, muitas coisas aconteceram. A mais triste foi a partida da vovó ( vó do Fernando, na verdade). Morreu aos 97 anos.. de uma forma que eu não esperava: câncer de ovário fulminante. Do diagnóstico ao falecimento: 30 dias aproximadamente. Digo que foi de uma forma inesperada porque, na minha concepção, velhinhos que chegam a esta idade, morrem de velhice e não de câncer. Pobrezinha.. era muito querida e agradável. Mas foi melhor que partiu logo. Hospital não era o seu lugar predileto.

Diante da morte, percebi que tudo fica muito pequeno. Costumam dizer que quando morrem, todos viram " santos, não têm defeitos. Mas acho que é bem isso mesmo. Os defeitos, as manchas, as mágoas simplesmente soam insignificantes quando a morte é o assunto principal. Esses pecadilhos diante da iminência de não se ter mais o fôlego de vida são extremamente ínfimos.

Quero que a minha vida siga seu curso natural e que Deus tenha piedade da minha alma e me deixe morrer antes dos meus filhos. Não suportaria ter que enterrar a minha descendência. Sei que mais certo que a vida é a própria morte... mas esta última ainda me angustia. Se começo a pensar muito, entro numa deprê porque começo a questionar o porquê da vida. Se luta tanto, se briga tanto para acabar morto e enterrado. É muito cruel.

Mas por outro lado, a vida nos mostra a todo momento que temos que aproveitar os dias...porque tudo é muito passageiro e ela é feita dos detalhes, lembranças. Estou muito introspectiva nesses dias, pensando no que eu preciso fazer para que a minha vida, quando eu chegar lá no fim dela, tenha valido a pena ser vivida. Naõ me importo de ser mais uma na multidão... mas gostaria muito que meus filhos tenham coisas boas para falar de mim e que desejem que eu viva muito. Não quero ser santa.. quero apenas ser querida e desejada. Quero que eles lembrem do tempo de criança deles.. do cheiro da casa, das risadas, das alegrias de quando estávamos juntos. Tal qual eu sinto e desejo hoje. Aí, vou ter certeza de que tudo valeu a pena..

Wednesday, November 23, 2005

Um pouquinho dos livros

Fico me perguntando como é que escritores têm sempre assunto para escrever. Fico imaginando esses colunistas diários de jornais que têm que escrever sobre fatos corriqueiros, cotidianos e até mesmo fúteis... haja assunto e inspiração. Eu que escrevo espaçadamente algumas linhas, sem nenhum compromisso, e mesmo assim fico um bom tempo sentada pensando num tema interessante de se tratar. Coisa séria.

Estou lendo alguns contos de Machado de Assis agora. A minha primeira experiência machadiana foi na adolescência.. no auge dos meus 13/14 anos. Odiei. Com todas forças de meu ser, odiei Memórias Póstumas. Achei entediante, enfadonho, cansativo. Mas não desisti. Procurei outros livros da fase Romântica de Machado e gostei de Iaiá Garcia e Helena.

O que na verdade aconteceu é que eu não estava pronta para ler os romances da fase realista de Machado de Assis. Faltava-me maturidade para entender toda a complexidade do seu texto. Anos mais tarde, ao reler Dom Casmurro e Memórias, descobri um novo escritor. Entretanto, confesso que prefiro Machado como contista a escritor de romances. Seus contos são maravilhosos. Recomendo.

Quando me apaixonei pelos livros, comecei pelos autores brasileiros. José de Alencar era o meu preferido. Li inúmeros títulos. Hoje eu descobri que para ler este autor tem que ter paciência. (risos), coisa que hoje me falta. Ele é mmmuuuuiiitttoo cansativo. É o rei da descrição minuciosa. Escreveu 3 páginas só para tratar de uma paisagem. É muita viagem..literalmente falando.

Outro que eu amei foi Bernardo Guimarães. Seus principais títulos: Escrava Isaura e O Seminarista. Chorei muito em ambos. É isso que me fascina nos livros: você mergulha nas palavras concatenadas e parece realmente viver aquela estória. Eu ficava até meio deprimida quando terminava de ler um livro que eu gostava. É o poder da imaginação.

Devo agradecer muito o acesso que tive aos livros á Biblioteca da Mannesmann ( uma empresa que tinha uma fundação que mantinha esta biblioteca). O meu sonho, confesso, era morar ali dentro. A minha maior distração e alegria era poder ir á Biblioteca, pegar 3 livros ( era o máximo permitido) , voltar para casa e começar a leitura que me prendia por horas a fio. Ah.. se tivesse uma barra de chocolate garoto de passas e castanha de caju e um copão de água junto, não tinha diversão melhor.

Ai.. que saudade me deu agora desse tempo. Poderia ficar descrevendo todos livros que li e conseqüentemente todas experiências que tive ao lê-los. Além da diversão, a leitura me ajudou em outros aspectos: melhora do vocabulário, facilidade para escrever um texto e na rapidez em ler e assimilar as idéias. Cheguei ao cúmulo de ler 3 livros de aproximadamente 500 páginas em 5 dias. Claro.. em outros tempos quando a minha única preocupação era escolher os próximos livros para ler. Doce tormento, " né mes" ?

Tuesday, November 15, 2005

E falando em flores II

Para que eu estivesse aqui hoje, duas pessoas especiais tiveram que concordar. Mais que isso, tiveram que se amar, formar um lar, suportar todas as adversidades que a vida oferece e acima de tudo, tiveram que querer. Estou falando dos meus pais, Paulo Vicente e Vera Lúcia, a quem eu devo o que eu sou ( e acreditem, muitos dizem que eu sou legal:-) e a quem eu amo mesmo.

O que eu posso dizer da minha mãe? Uma palavra mais acertada que me vem à cabeça para definí-la é fortaleza. Por que? Inabalável e onde tu sabes que poderás ir para encontrar o refúgio que procuras para sua alma e corpo aflitos. A sensação que eu tenho é que ela é indestrutível. Sempre pronta a ajudar, com o coração maior do mundo. Incansável. Ela tem a força de 1000 baterias ligadas ao mesmo tempo. Centro da família. Sem ela, todos ficam desamparados, desnorteados. ELa sabe como ninguém ver que tudo sempre tem um lado bom... que nem sempre aquilo que vemos é o que realmente é e que apesar de a razão estar a seu favor, nada é unilateral. Você tem que ceder para também ganhar.

Já o meu pai, apesar de ser um homem de poucas palavras, é a parte sensível do casal. Sempre quieto, absorto em sues pensamentos e leituras, poucas coisas realmente o tiram do sério a ponto de fazê-lo explodir. Quando criança, lembro-me que bastava um olhar repreensivo seu para que me fizesse sentir a mais culpada das criaturas. Ele é naturalmente a autoridade do lar, apesar de adorar dizer o contrário. Achava que ele era forte, que nada o abalaria a ponto de baixar a guarda. Mas um dia descobri que por trás daquele homem grande, austero, havia um coração mole... A primeira vez que eu e a Cissa fomos a BH depois que ela nasceu, ele chorava que nem uma criança na hora de irmos embora. Neste momento eu o vi com outros olhos. Vi que ele, apesar de nunca ter-me dito, me amava e sentia a minha falta também. ;´-)

É péssimo estar longe deles. Mas o lado bom ( olha só eu praticando o que a minha mãe faz com maestria) é que eu enxerguei coisas que só vemos quando estamos na iminência de perder ou quando já perdemos. Eu sou a pessoa que sou graças exclusivamente a eles. Eu sei que eles sempre se esforçaram arduamente para nos dar o melhor e fazer de nós pessoas realmente que valem a pena estar do lado. Eles sempre estiveram ali, colados a mim, nunca cobrando nada... apenas me amando irrestritivamente. Me incentivando, acreditando em mim..ainda que eu mesma não conseguisse. Sem perguntas, sem cobranças.. apenas amor. Poderia eu ter sido agraciada com outros genitores melhores? Absolutamente não. Agradeço a Deus por eles.

A minha maior angústia é pensar que um dia eu os decepcionei de alguma forma. Que não segui os sonhos que eles sonharam para mim. Apesar de estar casada, longe de casa há mais de 7 anos e ter dois filhos, sinto necessidade da aprovação deles e quero que eles sintam orgulho de me ter como filha. Quero ser para os meus filhos o que eles foram e são como pais. Quero que eles saibam que eu os amo muito e que sinto orgulho de ser filha deles. E que eles podem ter a certeza de que apesar do caminho diverso que trilhei, sou a maior prova de que o trabalho que fizeram foi muito bem feito porque consegui sobreviver a tudo e hoje estou aqui tentando ser para os meus filhos pelo menos parte do que eles são para mim. Pai, Mãe... amo vocês!

Friday, November 11, 2005

Iluminada, reluzente, cheia de brilho... é Clarissa

Ela veio num momento em que eu pensava em que tudo estava perdido. Ela foi concebida em um momento em que o amor era a única força que nos norteava. Ela nos uniu ainda mais e me fez realmente crer que tudo valia a pena... No dia 16 de novembro de 1998, Clarissa nasceu.

Criança prodígio. Já nasceu quase uma mocinha. Sempre independente. Muito inteligente. Sensível. Esperta. Deixei de ser filha para ser mãe... mãe de uma criaturinha que realmente precisava de mim, como nenhuma outra havia precisado. Aos 9 meses, já balbuciava suas primeiras palavras, aos 10 meses já caminhava... Com 18 meses já reconhecia várias letras do alfabeto. Aos 20 meses, já dormia em uma cama de verdade... se recusava em dormir mais em seu bercinho branco. Aos 24 meses, já sabia todas as letras, cantava músicas inteiras em inglês.

Sempre segura de si. Invejo-a por isso. Pararicada pelos avós e tios, nunca se deixou influenciar pelas reagalias que tinha. Muito perspicaz, inúmeras vezes me encheu de orgulho mas de constrangimento também por ser tão direta. Certa feita, observou que o jardineiro da casa da sua avó estava com alguns vestidos que eram dela na sacola. Foram dados por mim a ele, obviamente, por não mais caberem nela. Bem séria, aos 2 anos e pouco de vida, me chamou para uma conversa particular ao pé do ouvido:
Cissa: " O amigo das árvores" pegou meus vestidos. ( Amigo das árvores = jardineiro)
Ju: " Foi a mamãe quem deu para ele. Pobrezinho, tem vários filhos e não tem dinheiro para comprar roupas para eles".
Cissa: " Por que então ele não trabalha para ganhar dinheiro e comprar roupas ao invés de ficar só de conversa com as plantas?" ( Claro... muito " folgado" esse amigo das árvores).

Outra passagem que me marcou muito foi quando a levei ao ortopedista e ele me disse que ela tinha um problema nos pés. " Os pés dela são chatos". Ela mais que depressa respondeu: " Chato é tu". Pequenos constrangimentos diante de tanto brilhantismo. E outro dia, no supermecado, ela sentada na cadeirinha do carrinho de compras, respondeu a um transeunte que ali parara encantado por seu rostinho, que seu nome era " Adriana" quando o mesmo perguntou por este. Ri até chorar. De onde ela tinha tirado essa idéia? Ao guarda do supermecado, chegou-se bem confiante dizendo que sua mãe estava perdida.

Ela é tão confiante de si e de suas qualidades que, por onde ela anda, as pessoas a amam.. Quando ela chega ao colégio, os amigos correm gritando seu nome. A professora, nas reunião trimestrais, apenas me diz: " Nada a falar.. vocês já sabem que ela é brilhante". Ela é. Apenas isso. Outro dia ela me disse que quer ser cantora quando crescer. E eu pergunto porque. Ela simplesmente responde: " Tenho uma voz maravilhosa.. posso cantar o que quiser. Acho que serei uma ótima cantora". E Ela diz essas coisas de uma forma tão simples.. tão natural, sem pedantismo, como se estivesse dizendo que gosta de pêssego ( sua fruta preferida.. ah! morango com chocolate também).

Ela é um presente de Deus. Carinhosa, amorosa.. a segunda mãezinha do Bruno. Ela será o que quiser em sua vida porque ela acredita nela. Ela é a Clarissa que sabe ler desde os 5 anos, que as vezes me assusta por ser tão independente, que me enche de orgulho com suas façanhas ( a última foi ser protagonista de uma peça da escola.) e a quem eu amo, amo, amo. Agradeço a Deus pela Cissa, todos os dias da minha vida e o meu maior desejo é que continue fazendo juz ao nome que demos a ela, iluminando a todos que a cercam.

Saturday, November 05, 2005

" Eu sei que vou te amar, por toda minha vida"

Ontem fui ao casamento da Thaís, minha cunhada e do Marcelo, meu co-cunhado :-) Foi um casamento todo diferentoso, a começar pelos convites que fugiram daquele padrão branco com lindas letras douradas/prateadas rebuscadas... Casaram-se apenas no civil e em uma boate. Estranho? Diferente, seria mais correto dizer. Extremamente original e muito divertido.

A Cissa foi a aia ou dama-de-honra, entrando esplendorosa em um vestido vaporoso... parecia uma boneca. Estava linnnda! O Bruno, igualmente lindo ( e a mãe dessas crianças, coruja demais... sem falsa modéstia:-) , poderia ter sido eleito O dançarino da noite. Com 1 ano e 10 meses, já arranca suspiros da platéia feminina e recebeu pedidos antecipados de compromisso futuro. É duro ser mãe de crianças tão maravilhosas. Agradeço a Deus todos os dias por eles.

Meu casamento foi há 7 anos atrás. Numa cerimônia feita pelo meu pai, com apenas minha mãe e ele de representantes da minha família e uns poucos amigos e parentes do Fernando. Foi tudo muito simples, até porque eu acabara de ter parido a Cissa... e ainda não tinha condições de enfrentar grandes produções matrimoniais. Várias pessoas que ali compareceram nos relataram depois, que aquela cerimônia foi muito tocante. Meu querido pai estava visivelmente emocionado por estar casando a sua filha número 3 e de quebra tendo sua netinha primogênita de espectadora.

Me casei com um guri que tinha conhecido na internet há quase 2 anos antes do nosso enlace. Nosso contato começou em forma de amizade... ele, saindo de um relacionamento e eu praticamente sem nunca ter estado em um :-) Nos falávamos, ríamos juntos, brincávamos.. mas nunca ultrapassando a barreira da amizade, uma vez que ele morava há 1720 km da minha casa. Foi quando a oportunidade de vir a Porto Alegre surgiu. Vários amigos iriam sair de suas casas e nos encontrar aqui. Tomei um avião, cheguei ao aeroporto Salgado Filho e nervosíssima, encontrei vários amigos queridos no saguão me esperando. Mas... de repente, um deles estava mais afastado do grupo, apenas me espiando. Depois de cumprimentar a todos, ele veio em minha direção e quando o vi... bah! Linnnndddddoooooooo.... descobri que eu já o amava. Coisa de novela mexicana mesmo. Eu poderia ser a Maria do Bairro, com os cabelos esvoaçantes ( ihhh..cortem esta parte, eu usava o cabelo bem curto) e ele, o Carlos Daniel ,com cara de galã latino(.. ihh.. acho que também não dá... ele tem mais cara daqueles guris das escolas americanas dos filmes da Sessão da Tarde)... ao som de " Eu sei que vou te amar.. por toda minha vida, vou te amar" ...bem piegas mas mmuito emocionante ( vai dizer que não choram em novelas?:-). Mas é verdade. Eu já amava o Fernando e quando eu o abracei senti que não poderia mais viver sem ele. Loucura amar uma pessoa que vc nunca viu pessoalmente, mas que parecia que conhecia há tempos? Para mim, perfeitamente normal. Não interessava o que era racionalmente certo. Só importava o que estava sentindo. E Era muito bom. Agarrei-o e nunca mais soltei.

O casamento ontem me fez reviver essa passagem tão importante da minha vida. O meu desejo, do fundo do coração, é que o Marcelo e a Thaís vivam lindamente uma história de amor que eu e o Fernando temos ( claro, sempre tem um drama no meio, senão não tem graça :-)... e que a união deles seja eterna ( não aquela palhaçada de eterno enquanto dure) mas porque anseiam estarem juntos e cheia de sonhos, alegrias compartilhadas e Muiiitttoo amor, porque " ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos, mas se não tivesse amor, eu nada seria."